E, continuo a sonhar!
Eu, que julgava que sabia de tudo… persegue-me uma questão…
Quem decidiu o meu destino?
Apesar de sempre existir uma sombra no meu sorriso, e um mundo de saudade no meu olhar, apesar de tudo isto… continuo a sonhar!
As lembranças deixam-me triste, de novo, chega a vontade de chorar. Não domino os sentimentos, e sigo trilhando um caminho, aquele mesmo caminho onde muita gente triste já passou.
Eu, que julgava que sabia de tudo… descobri que, quem não sabe de amor, sabe muito mais do que eu!
E, num olhar mais profundo, reconheço que as nossas presenças estão mais, muito mais ausentes. Um jeito de quem ama. Mas, o medo não permite falar de amor. Por mais que eu queira, por mais que tente, o silêncio não deixa que esqueça, este amor que teima em ficar. Tristemente, convenço-me que são delírios do coração… provocados pela saudade, pela solidão.
Em tudo o que já mudou, o sonho que no caminho ficou, deixou em mim a certeza de que… quem menos sabe de tudo… sabe bem mais do que eu!
Hoje, aqui sozinha em silêncio, penso em todos os passos descuidados, procurando os meus sonhos passados, passeando na rua escura, sentindo o vento soprando tão frio… sem conseguir percorrer a distância, porque a saudade me deixa este vazio… eu, que julguei que de quase tudo sabia…
É o desencanto de esperar, que me diz que não devo, não quero continuar a sonhar.
Ah! Se eu pudesse, esqueceria a noite, o frio, e a sonhar sonharia.
Todas as frases vazias, sentimentos que não posso, não quero contestar, pensamentos que me revelam lugares onde não quero ficar… mais uma vez a certeza… que quem não sabe de amor, sabe muito mais do que eu!
E, eu que julgava que sabia de tudo…
Mas, uma força superior, vinda de onde? Não sei! Só sei que me consegue alcançar. Essa força que diz que o único, o melhor de todos os sonhos é o que nos permite sonhar!
Como pude pensar que sabia de tudo? Como pude julgar que, quem não sabe de amor sabe menos que eu?
A ironia da vida, os passos do meu destino, fizeram-me acreditar… que a vida pode ser um sonho, desde que a vivamos a sonhar.
E, continuo a sonhar! Vagueando na noite mais linda, noite limpa, de luar. A Lua! Testemunha tão vulgar!
15 de Novembro de 2009
Antónia Serafim
Eu, que julgava que sabia de tudo… persegue-me uma questão…
Quem decidiu o meu destino?
Apesar de sempre existir uma sombra no meu sorriso, e um mundo de saudade no meu olhar, apesar de tudo isto… continuo a sonhar!
As lembranças deixam-me triste, de novo, chega a vontade de chorar. Não domino os sentimentos, e sigo trilhando um caminho, aquele mesmo caminho onde muita gente triste já passou.
Eu, que julgava que sabia de tudo… descobri que, quem não sabe de amor, sabe muito mais do que eu!
E, num olhar mais profundo, reconheço que as nossas presenças estão mais, muito mais ausentes. Um jeito de quem ama. Mas, o medo não permite falar de amor. Por mais que eu queira, por mais que tente, o silêncio não deixa que esqueça, este amor que teima em ficar. Tristemente, convenço-me que são delírios do coração… provocados pela saudade, pela solidão.
Em tudo o que já mudou, o sonho que no caminho ficou, deixou em mim a certeza de que… quem menos sabe de tudo… sabe bem mais do que eu!
Hoje, aqui sozinha em silêncio, penso em todos os passos descuidados, procurando os meus sonhos passados, passeando na rua escura, sentindo o vento soprando tão frio… sem conseguir percorrer a distância, porque a saudade me deixa este vazio… eu, que julguei que de quase tudo sabia…
É o desencanto de esperar, que me diz que não devo, não quero continuar a sonhar.
Ah! Se eu pudesse, esqueceria a noite, o frio, e a sonhar sonharia.
Todas as frases vazias, sentimentos que não posso, não quero contestar, pensamentos que me revelam lugares onde não quero ficar… mais uma vez a certeza… que quem não sabe de amor, sabe muito mais do que eu!
E, eu que julgava que sabia de tudo…
Mas, uma força superior, vinda de onde? Não sei! Só sei que me consegue alcançar. Essa força que diz que o único, o melhor de todos os sonhos é o que nos permite sonhar!
Como pude pensar que sabia de tudo? Como pude julgar que, quem não sabe de amor sabe menos que eu?
A ironia da vida, os passos do meu destino, fizeram-me acreditar… que a vida pode ser um sonho, desde que a vivamos a sonhar.
E, continuo a sonhar! Vagueando na noite mais linda, noite limpa, de luar. A Lua! Testemunha tão vulgar!
15 de Novembro de 2009
Antónia Serafim
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