Lado a lado…
Já lá diz o ditado: “Depois da tempestade vem a bonança”. Sim, realmente assim é. Só fica em mim, uma dúvida… qual a mais forte? Qual a verdadeira? A tempestade ou a bonança?
Vivendo lado a lado, caminhando de braço dado, vamos eu e tu, ou será nós e ele? Não, definitivamente vamos, eu e vocês! Quantos seremos? Um, dois, ou seremos três? Não, definitivamente somos… nada!
Frequentemente, pessoas alheias à realidade de quem vive assim, a três, de quem não é nada, tecem comentários… quem? Ele? É uma jóia de pessoa, não fôra esse malvado vicio, não haveria ninguém melhor, ninguém que se lhe comparasse… mas, a culpa é do álcool! Quem sabe das razões que o levaram a isso? Quem sabe não é um refúgio? É, quem sabe? Sabemos nós! Eu, tu e ele. Ou será eu e tu?
Curiosa, olhei para dentro de uma garrafa, abanei-a, virei-a de pernas para o ar… e nada! Não me respondeu, não me maltratou, não me ignorou. Limitou-se ao seu espaço. Coloquei-a de volta ao seu recanto. Aquietou-se. Permaneceu em silêncio. Não, a culpa não vem da garrafa, nem do liquido que ela contém… chiu! Acho que a culpa é de quem a abre, e lhe retira o conteúdo, só pode ser! Se eu própria a revirei, e nada!
Só se fica revoltada por lhe roubarem o corpo, ou porque de repente sente o vazio… é, talvez seja isso.
Quem gosta de se sentir vazio? Ninguém! Provavelmente, o mesmo sentem todas as garrafas que são esvaziadas. E vingam-se! E desmascaram quem delas abusa. Permitem que nos mostrem a sua verdade, o que realmente são… a tempestade!
Quando bonança, permanece quieta, calada, sem vida… o olhar preso num ponto, a voz parece esquecida, os passos retraem-se… com medo de caírem no abismo da vida. Vidas arrastadas, pelas garrafas, vencidas. É, a culpa é do álcool… é quem impõe a vontade, quem dá coragem de ser cobarde. Atitudes altivas de garrafas de alma despidas!
Seguindo, seguimos lado a lado… eu, tu e ele… o vicio!
22 de Dezembro de 2008
Antónia Serafim
Já lá diz o ditado: “Depois da tempestade vem a bonança”. Sim, realmente assim é. Só fica em mim, uma dúvida… qual a mais forte? Qual a verdadeira? A tempestade ou a bonança?
Vivendo lado a lado, caminhando de braço dado, vamos eu e tu, ou será nós e ele? Não, definitivamente vamos, eu e vocês! Quantos seremos? Um, dois, ou seremos três? Não, definitivamente somos… nada!
Frequentemente, pessoas alheias à realidade de quem vive assim, a três, de quem não é nada, tecem comentários… quem? Ele? É uma jóia de pessoa, não fôra esse malvado vicio, não haveria ninguém melhor, ninguém que se lhe comparasse… mas, a culpa é do álcool! Quem sabe das razões que o levaram a isso? Quem sabe não é um refúgio? É, quem sabe? Sabemos nós! Eu, tu e ele. Ou será eu e tu?
Curiosa, olhei para dentro de uma garrafa, abanei-a, virei-a de pernas para o ar… e nada! Não me respondeu, não me maltratou, não me ignorou. Limitou-se ao seu espaço. Coloquei-a de volta ao seu recanto. Aquietou-se. Permaneceu em silêncio. Não, a culpa não vem da garrafa, nem do liquido que ela contém… chiu! Acho que a culpa é de quem a abre, e lhe retira o conteúdo, só pode ser! Se eu própria a revirei, e nada!
Só se fica revoltada por lhe roubarem o corpo, ou porque de repente sente o vazio… é, talvez seja isso.
Quem gosta de se sentir vazio? Ninguém! Provavelmente, o mesmo sentem todas as garrafas que são esvaziadas. E vingam-se! E desmascaram quem delas abusa. Permitem que nos mostrem a sua verdade, o que realmente são… a tempestade!
Quando bonança, permanece quieta, calada, sem vida… o olhar preso num ponto, a voz parece esquecida, os passos retraem-se… com medo de caírem no abismo da vida. Vidas arrastadas, pelas garrafas, vencidas. É, a culpa é do álcool… é quem impõe a vontade, quem dá coragem de ser cobarde. Atitudes altivas de garrafas de alma despidas!
Seguindo, seguimos lado a lado… eu, tu e ele… o vicio!
22 de Dezembro de 2008
Antónia Serafim
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