Abraço a noite
oculta no seu silêncio. Nas mãos o vazio, mãos vazias de abraços, de ternura,
de espaços. A noite! Doce confidente, silêncio que me escuta que não mente... abraço a noite e pressinto que só ela sabe, só
ela entende o que sinto, olho para as mãos vazias de espaços e nesse instante
entrego-me ao seu abraço e novamente pressinto que, o seu silêncio é uma dádiva
que divide comigo. Abraço a noite e sou amada, pressinto-o!
Antónia
Serafim
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