domingo, 10 de maio de 2015

Pressinto!

   Abraço a noite oculta no seu silêncio. Nas mãos o vazio, mãos vazias de abraços, de ternura, de espaços. A noite! Doce confidente, silêncio que me escuta que não mente... abraço a noite e pressinto que só ela sabe, só ela entende o que sinto, olho para as mãos vazias de espaços e nesse instante entrego-me ao seu abraço e novamente pressinto que, o seu silêncio é uma dádiva que divide comigo. Abraço a noite e sou amada, pressinto-o!

Antónia Serafim

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