Serei apenas mais uma, uma mulher nesta cidade infinita. Permito que o tempo, que os anos passem, calada. Silenciando o coração e a alma! Percebo que, de tanto viver calada, acabei por esquecer as palavras que exprimiriam com exactidão os meus verdadeiros sentimentos, os que vivo camuflando em cada um dos meus silêncios... A falta das palavras acaba por nos tornar uns estranhos dentro da nossa própria casa, na família que visivelmente se desmorona em cada palavra que calo. Palavras que vão ficando por dizer... Estranhos sentimentos enraizados no meu viver!
Serei, sou apenas uma mulher nesta cidade infinita...
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