terça-feira, 4 de maio de 2010

A nossa maior virtude...

Quando as nossas capacidades provocam em nós uma mudança, quando por qualquer razão essas capacidades nos evidenciam, nos enaltecem, temos o dever de nos orgulharmos, de nos envaidecer. É certo que sim, que esses sentimentos nos preenchem, nos enriquecem. Mas, como ser humilde é uma virtude... deveremos fazê-lo com humildade!
A vida encarrega-se de nos colocar à prova. provas que habilmente superamos. Ao superar essas provas estaremos a crescer... a crescer espiritualmente, interiormente. É aqui que provamos a nossa humildade, o facto de sermos capazes, de tornarmos os nossos sonhos palpáveis não nos dá qualquer direito de nos sentirmos superiores. De uma forma ou de outra, todos nós humanos, somos feitos de virtudes e de defeitos... não existe perfeição.
Haverá quem se destaque numa ou noutra área, mas se olharmos, se nos dispusermos a observar quem nos rodeia, quem connosco convive, notaremos que todos eles se destacam, cada um, com uma capacidade diferente. E, o que para nós não importa, o que não valorizamos, por certo para outros fará toda a diferença. Esse será o principal motivo, a razão pela qual devemos respeitosamente, qualificar à nossa semelhança, todos quantos nos rodeiam... os nossos semelhantes!
Humildade! A maior das virtudes. A cada manhã, a cada início do dia teremos que obrigatoriamente, agradecer pela bênção que nos é dada... mais um dia, um dia da nossa vida, de outras vidas. E, se de facto existe, e acredito plenamente que sim, que existe, algo ou alguém que nos é superior, que nos comanda humildemente, seguir-lhe os gestos seria a melhor maneira de lhe agradecer. Superioridade adormecida, esquecida na humildade de um sorriso, de um olhar, em cada gesto contido, na beleza que é, vivermos rodeados de gente. Povos de várias raças, de várias cores... outras culturas, outras crenças, porém, não devemos nunca de esquecer que toda essa gente vem ao mundo da mesma forma que nós... nus! Despidos de roupas, de preconceitos, de orgulho, nascemos apenas e só... gente! Humildes nos nossos trajes! Trajes que a todos são comuns, iguais... a diferença, somos nós quem a fazemos ao longo da nossa caminhada, quando levianamente nos esquecemos que fazemos parte da mesma gota de vida, de esperança, que um dia, alguém teve a humildade de nos conceder... um ser magnífico que nos tornou gente... gente humilde que, sem perder a fé, continua a vir ao mundo vestida da mesma forma... vestida de amor!
Humildemente!
20 de Abril de 2010
Antónia Serafim

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